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Dia das Mães, vamos lá…

11 Maio, 2008
Longe de mim falar das baboseiras que todos falam no dia das Mães, também não estou aqui para desmerecer o dia delas, o segundo dia do ano mais lucrativo para o comércio. Não é porque não sou mãe, mas algo tem me irritado sobre essa data e hoje eu descobri o motivo:

“Nas propagandas dos dias das mães o que se vê, em Salvador, na Bahia, para tornar ainda mais claro e contundente o tamanho da inverossimilhança, já que cerca de 80% da população da cidade é formada por negros, praticamente todas as mães dos outdoors são nórdicas e têm idade aparente de quem ainda espera ansiosa a chegada nas bancas da próxima edição da revista Capricho.”

Bom, eu tenho amigas que foram mães aos 14 anos e a gente lia a Capricho mesmo durante a gravidez dela (XD). Não posso deixar de concordar com a Malu Fontes, em seu artigo desse domingo, na Revista da TV (Jornal A Tarde) “Atrizes e prazo de validade”; na questão da “parmalaticidade” das mães dos outdoors, mas com relação à idade… É precoce, porém reflexo da realidade. Fazendo uma contagem rápida das amigas da minha irmã mais nova, de vinte três anos, quatro estão comemorando hoje seu dia! Detalhe, todas são mais novas que minha irmã e tem filhos na média de idade de três anos.

Malu segue seu artigo falando sobre os cinqüentões que pegam menininhas nas novelas globais (José Mayer que diga!), e da ilusão de que as mulheres se libertaram do modelo de vida machista e ancorado ao patriarcalismo. Não querendo transformar isso em mais um discurso feminista, mas é fato que as regras do jogo realmente mudaram: nada de prendas, recato, castidade. Bem vindos à ditadura do eternamente jovem camuflado com a desculpa do “gostar mais si”. Mentira!!! A questão é que o “José Mayer” não pega mais a tia velha de 30 anos. Ta aí por que as amigas de minha irmã já são mães.

Enfim, eu não pego esses cinqüenhões. Não são o meu tipo, afinal eu não tenho mais 15 anos!

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