Posts de Maio, 2008

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Kuzu kuzu

27 Maio, 2008

Eu sempre gostei desse video…

mas agora…

… eu me poco de rir ainda mais

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Presente de Aniversário

17 Maio, 2008
Acho que foi no meu aniversário de oito ou nove anos, não lembro ao certo, mas eu estudava na sala azul do colégio de Pró Conchita, o Santo Antonio de Pádua. É eu completava nove anos mesmo, lembro agora porque no colégio de Pró Conchita as séries eram divididas pela cor da sala e eu estava na terceira série, a sala era azul. Ou seria verde? Bom, isso não é relevante. Naquela época eu dividia meus amigos em melhores amigos da escola, e melhores amigos da rua, do clube e de tudo que é lugar que frequentasse. Eu tinha muitos melhores amigos e para não desmerecer ninguém eu dividia.

Minha melhor amiga do colégio, colégio não, colégio era para adolescente, eu não me lembro o nome dela, acho que era Luana, Luara, Laíla! O nome dela era Laíla. Eu gostava muito de conversar com ela. Eu ia à casa dela e tudo! Lembro que a casa dela era bem simples, era escura, disse eu lembro bem. No dia do meu aniversário, Laíla pediu a mãe para brincar comigo lá na rua que eu morava. Sua mãe tinha uma cara feia, vivia mal-humorada, lembro que também era muito rígida, para não dizer grossa, com as filhas, acho que por isso era tão feia. Mas ela deixou Laíla e a irmã mais nova irem. Foi muito legal, brincamos a tarde toda.

Minha mãe tinha dito que a noite a gente ia para pizzaria, porém não era para chamar ninguém, pois meu pai estava em dinheiro. Tudo bem, embora eu quisesse ir com meus amigos todos, eu entendi. Expliquei a Laíla o fato e ela também não ligou muito, sabia como era ter pouca grana.

Meu pai chegou em casa, anoitecia já, eu ainda brincava com meus melhores amigos da rua e da escola, mas Laíla tinha que ir para casa. Eu não queria, ainda estava cedo, mas do jeito que a mãe dela era. Ela achou melhor ir. Disse a ela para ir e pedir a mãe para ficar um pouco mais, ela morava na outra rua, era pertinho. Então ela foi. Antes de ela voltar, eu ainda estava brincando com meus outros amigos, quando minha mãe apareceu. Ainda não sei por que ela fez isso, minha mãe nunca demonstrou esse tipo de comportamento, mas me pareceu que ela não queria que minha amiga da escola fosse, pois foi só Laíla sair, para minha mãe chamar todo mundo para ir à pizzaria. Laíla chegou bem na hora… Eu me lembro até hoje do rosto de decepção dela. Acredito que pensou que era porque ela era negra ou porque era pobre, eu realmente não sei se não foi apenas um mal entendido. Não consegui esclarecer as coisas. Ela não quis mais falar comigo. Perdi minha amiga naquele dia, mas aprendi através dos olhos lacrimejadas dela a dor que causa o preconceito, e a não querer isso mais em minha vida de sob nenhuma forma.

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Dia das Mães, vamos lá…

11 Maio, 2008
Longe de mim falar das baboseiras que todos falam no dia das Mães, também não estou aqui para desmerecer o dia delas, o segundo dia do ano mais lucrativo para o comércio. Não é porque não sou mãe, mas algo tem me irritado sobre essa data e hoje eu descobri o motivo:

“Nas propagandas dos dias das mães o que se vê, em Salvador, na Bahia, para tornar ainda mais claro e contundente o tamanho da inverossimilhança, já que cerca de 80% da população da cidade é formada por negros, praticamente todas as mães dos outdoors são nórdicas e têm idade aparente de quem ainda espera ansiosa a chegada nas bancas da próxima edição da revista Capricho.”

Bom, eu tenho amigas que foram mães aos 14 anos e a gente lia a Capricho mesmo durante a gravidez dela (XD). Não posso deixar de concordar com a Malu Fontes, em seu artigo desse domingo, na Revista da TV (Jornal A Tarde) “Atrizes e prazo de validade”; na questão da “parmalaticidade” das mães dos outdoors, mas com relação à idade… É precoce, porém reflexo da realidade. Fazendo uma contagem rápida das amigas da minha irmã mais nova, de vinte três anos, quatro estão comemorando hoje seu dia! Detalhe, todas são mais novas que minha irmã e tem filhos na média de idade de três anos.

Malu segue seu artigo falando sobre os cinqüentões que pegam menininhas nas novelas globais (José Mayer que diga!), e da ilusão de que as mulheres se libertaram do modelo de vida machista e ancorado ao patriarcalismo. Não querendo transformar isso em mais um discurso feminista, mas é fato que as regras do jogo realmente mudaram: nada de prendas, recato, castidade. Bem vindos à ditadura do eternamente jovem camuflado com a desculpa do “gostar mais si”. Mentira!!! A questão é que o “José Mayer” não pega mais a tia velha de 30 anos. Ta aí por que as amigas de minha irmã já são mães.

Enfim, eu não pego esses cinqüenhões. Não são o meu tipo, afinal eu não tenho mais 15 anos!

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Tum, tum, tum…

10 Maio, 2008
Não é para ser advogado do diabo não, mas vida de teleoperador não é fácil. Imagine atender mais de 100 ligações por dia, repetir seu nome 200 (ninguém nunca ouve da primeira vez que se fala), ouvir reclamação de gente que em 90% dos casos reclamam porque não procuraram saber antes de comprar pelo que estavam pagando, de pessoas que acham que você está errado porque a informação que você passa não as favorece, e elas não têm a noção de quantas vezes você responde a mesma coisa todo dia.


Eu sou cliente e só ligo para callcenter se não tiver outro jeito, tipo bloquear meu cartão de crédito por roubo, fora isso eu utilizo todos os outros canais de informações possíveis. Mas cliente é burro. É burro mesmo. Cliente acha que se ameaçar o operador seu problema vai ser resolvido. Besta, aí é que não vai ser mesmo (risos). Cliente deixa de ganhar as coisas porque é burro. Veja só! Eu vou ameaçar uma pessoa dessas? Ele tem meu CPF, meu RG, meu endereço. Nunca soube! Eu não estou nem levando em consideração as certas abobrices. Olha a reprodução de um atendimento do qual eu fui testemunha:


“Bom dia Sr. José. Em que posso ajudá-lo?”

“Eu fiz uma recarga de 16 reais e ganhei 16 reais de bônus. Por quê?”

“Bom, a recarga de 16 reais concede 16 reais de bônus.”

“Eu pensei que ia ganhar 100 reais.”

“Não Sr. José a de 26 reais concede 100.”

“Eu pensei que a recarga de 16 dava 100 reais.”

“Não, a recarga de 16 concede 16. A recarga de 26 concede 100.”

“Eu pensei que a recarga de 16 dava 100 reais.”

“Não, não. A recarga de 26 concede 100. A recarga de 16 concede 16.”

“Aah, mas eu pensei que a recarga de 16 concedia 100 e não 16.”

“Unh, mas Sr. José a recarga de 16 concede 16; a 26 concede 100 a de 35 150 e assim por diante.”

“É né? Mas eu pensei que a recarga de 16 dava 100 real de bônus!”

Nove minutos e 47 segundos depois…

“Sr. José! O SENHOR QUER MAIS ALGUMA COISA?”

“Não, eu só queria saber se 16 reais não dava 100 reais de bônus.”


Tem mais. Veja só essa Senhora:

“Boa Noite, em que posso ajudar?”

“Ô minha filha… É que já me comeram cinco vezes só hoje. Eu não agüento mais. Vê se você pode me ajudar.”

“Como Senhora?”

“Meu crédito minha filha, toda vez que meu marido põe no celular alguém me come um pouquinho.”

“Aaah, sim… Só um momento.”